sábado, 24 de janeiro de 2009


cancro janeiro, num daqueles dias em que o sol brilhou mais um pouco
cancro Às vezes penso naquelas pessoas que estão em regime de tratamento no IPO, na dor que sentem e na dor que a sua família sente (mesmo que seja no silêncio), acho que visitar um sitio desses mudaria a minha vida para sempre, nunca lá estive, mas conheço pessoas que sofrem de doenças horríveis, que se têm de submeter a tratamentos que na maior parte das vezes os deixam de rastos. O cancro, mas que coisa é essa que aparece assim tão pequenina, quase como a ponta de um alfinete, mas que cresce, que mata! Dizem que não devemos pensar em coisas más que o pensamento positivo atrair coisas positivas, mas não posso deixar de pensar que se me dissessem que eu tinha um mês de vida, o que faria?Nós, os seres humanos por vezes queremos saber o nosso futuro: “ai se eu soubesse, o que vai acontecer, ai se eu soubesse o futuro”, mas se há coisa que não se quer saber é a hora da morte, sabemos que um dia vai acontecer a todos, mas…, saber que temos um prazo (de validade), é horrível, claro que os médicos não têm 100% de credibilidade, mas só de pensar num mês, um mês de vida, que faço, há tantas coisas que eu gostaria de fazer, nestas alturas lembro-me do livro de Paulo coelho Verónica decide morrer.Só dá-mos valor às coisas quando as perdemos, infelizmente esta uma dura realidade...Não tenho ninguém conhecido que sofra deste mal, mas eu gosto sempre de me lembrar, aliás porque apesar de não ter ninguém que sofra desta doença eu sou humana, para todos aqueles que têm alguém com cancro, a única coisa que eu lhes posso dar é força, para continuarem e nunca desistirem, há doenças que matam pelo cansaço, não podemos deixar que o cancro nos vença. "sofremos demasiado pelo pouco que nos falta, e alegramo-nos pouco com o muito que temos" shakespeare

Sem comentários:

Enviar um comentário